O Hip-Hop sombrio e expressivo de Ramon Satya



De sobrancelhas arqueadas, olhar profundo e lábios levantados, o menino anda como se não tivesse destino.

Ele tem 19 anos, mas desde cedo entrou na música, faz rimas, beats, canta rap. Seu nome é Ramon Rodrigues, mais conhecido como Ramon Satya. Sua música é a expressão daquilo que não aceitamos na sociedade e que reprimimos em nós (escute flores e águas salgadas para entender) também uma espécie de melancolia nostálgica quando se trata de melodia, dá para definir em inúmeras sensações.

O Ramon é meio quieto e parado, mas quem olha pensa que o menino é quieto do coração, pois se engana quem ouve sua música. É cheia de expressão, cada beat é um sentimento diferente, talvez os olhos profundos de Ramon seja um pouco da expressividade que possui naquilo que sua arte carrega, ou seja: os olhos do menino são as janelas da sua arte e coração.


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ENGL Reaper: Pedal de distorção agora é vendido no Brasil

Os excelentes pedais da Engl, agora podem ser encontrados no Brasil justamente com uma gama de outros produtos, a importadora wormex é que se encarrega de trazer essas novidades para o país. Infelizmente os preços ainda são exorbitantes possivelmente pela alta taxa de impostos, mas já é uma esperança. 

O Reaper tem o timbre dos cabeçotes da Engl e um super ganho. confere ai:     



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Lobão: Resume a cena dos anos 80 e fala sobre heavy metal, Herbert viana, Cazuza e Chico Buarque


Lobão esta divulgando seu novo livro, o Guia politicamente incorreto dos anos 80 pelo Rock, em sua passagem pelo programa da rádio da Jovem Pan, o cantor falou sobre diversos assuntos abordados no livro e recontou com detalhes vários fatos que contribuíram para a construção do Rock brasileiro nos anos 80. É uma entrevista legal para quem curte a história do rock nacional, ele aborda desde o prog dos anos 70 até o fim do anos 90. 



E o site UOL Publicou trechos de seus livro que podem ser lidos abaixo. 


Sobre Marina Lima:

Me apaixonei pela voz e pela música da Marina. Como se isso não bastasse, um par de anos mais tarde, eu viria a fazer parte de sua banda, acompanhá-la em turnês por todo o Brasil, me apaixonar de verdade por ela (...) Marininha, musa gay, acabou por namorar a baianada top de linha daquele momento. Quando a conheci, estava de romance com a Maria Bethânia (que Deus a perdoe!). Na verdade, Marina, a despeito de seu imenso talento musical, começou sua carreira com aquele famoso beneplácito do coronelato baiano, vindo corajosamente a se tornar independente dele anos mais tarde, ao abraçar o rock, e a ser um dos principais ícones dos anos 80.

Sobre Maria Bethânia:

Nada pessoal, mas acredito que Maria Bethânia seja uma das aberrações artísticas mais insuportáveis geradas pela música nativa. Ela faz parte daquele fenômeno típico, quando alguém, por ser esquisito, torna-se miseravelmente confundido com algo genial.

Sobre Heavy Metal:

É necessário ressaltar aqui que, com a exceção do Sepultura, acho a estética metal um tanto vascaína, circense e monotemática para meu gosto. (Acho um pouco repetitivo esse papo de satã, morte, inferno, apocalipse, pragas epidêmicas, sem falar naqueles cantores dando aqueles falsetes terríveis, parecendo empalados por um imenso caralho enterrado na bunda.)

Sobre Herbert Vianna:

Para completar minha inédita perplexidade, percebo que Herbert, com a envergadura de um verdadeiro Zelig nativo, grava seu vocal com os mesmos maneirismos que eu usara para cantar no Cena de cinema! “Caralho!”, exclamei a concluir ludibriado, “é a música do Guto!” É o título chupado do meu disco, olha só a lambreta, e aquela ali é a porra da minha voz! Esse merda chupou a minha alma! Fraude! Fraude!” Há quem afirme que sou louco, que são apenas pequenas coincidências e a minha indignação é completamente infundada. Pode ser sim, mas o que estou relatando aqui foi o que senti no momento e esse episódio.

Sobre Monique Evans e Heroína:

Tem muita gente que acredita que a canção [“Décadence avec élégance”] tenha sido feita para a Monique Evans [até então sua namorada] e, pela enésima vez, juro de pé junto que não foi. Jamais faria uma canção com aquele teor para uma pessoa que amei de verdade e por quem tenho o maior respeito. Na verdade, eu já estava separado dela quando uma outra namorada minha me flagrou com uma tampa de Minalba cheia de heroína e me passou uma tremenda esculhambação, que aquela situação não poderia ser mais deplorável, decadente etc. e tal. Aquilo mexeu com meus brios, me envergonhei sinceramente daquela cena caricatural e acabei jogando a tampinha de Minalba cheia de heroína dentro da privada para nunca mais consumir aquela droga.

Sobre Elza Soares:

No dia seguinte, Elza chega direto do enterro do filho, adentrando o estúdio para o assombro de todos nós (...) O clima era de uma tristeza inexprimível, até que, de repente, a música começa a tocar (sem a minha voz), e a voz de Elza rasga o estúdio. Tenho certeza de que aquele momento foi a coisa mais emocionante e comovente que uma expressão musical já me causara e me causará.

Sobre Cazuza:

Cazuza está pele e osso, quase sem voz e roxo, inteiramente roxo, devido às doses cavalares de AZT. Ver um amigo assim, confesso a vocês, não é uma coisa fácil (...) Ele queria fumar maconha e cuspia na bagana e me obrigava a fumar aquela coisa toda babada, dizendo: “Não vai fumar? Vai fi car todo cagadinho aí com medo de pegar Aids da minha baba?” E eu respondia algo pior: “Me dá essa porra aqui, sua bichinha traiçoeira!” (e fumava, mas morrendo de medo).

Sobre Chico Buarque:

Chico, além da notória autoridade em perscrutar e cantar a alma do pobre fictício e do malandro alegórico na área da música de crítica-social, também se especializaria em psicografar os dilemas e dramas femininos da mulher brasileira balzaquiana carente de classe média-alta e em breve faria dupla com Gilberto Gil, gravando a autocomiserada, enfadonha e canastrã “Cálice”. Lembro da minha sensação quando ouvi “Cálice” pela primeira vez: tive vontade de vomitar.

E nosso Chico Buarque é, nada mais, nada menos, que a encarnação, a síntese dessa paumolenguice.

Sobre a Revista Bizz:

O que poderia ser pior é percebermos uma imprensa especializada em rock se firmando no mercado, pegando o vácuo da prosperidade, fruto das penosas conquistas daquela geração, e desenvolvendo o mote iniciado no Rock In Rio: por um lado, promover o enaltecimento vívido e explícito do rock internacional e do outro, primar pelo achincalhamento, a ridicularização da cena nacional, poupando apenas um seleto grupo de escolhidos, sabe-se lá por qual critério (...) Nascia do ventre da Editora Abril, a revista Bizz, uma espécie de coveira dos anos 80 e de si mesma pois, de tanto vaticinar a morte do rock, recebeu como herança de sua arrogância e rancor a terrível sina de morrer, morrer e morrer através dos anos.

O trecho acima foi retirado da publicação do whiplash


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Dave Mustaine: As vezes falta humildade mas ainda é sensato



Dave Mustaine já perdeu a humildade muitas vezes em sua carreia. Em tempos de mídia sensacionalista que visa 'likes'  e 'views' duas falas desse ícone do metal, essa semana, geraram bastante polêmica, uma sobre o Grammy e outra sobre o Rock and Roll Hall of Fame.

Sobre o Rock and Roll Hall of Fame ele disparou sobre uma eventual indicação:

"Se eles não me querem lá, ok. Eu estou lá por causa do METALLICA, e não importa o que digam ou que alguém ache de sua cerimônia de indução, eles não estariam lá se não fosse por eu estar na banda, porque eu estava lá no começo, então tenho certa satisfação." 

Se já não bastasse se achar responsável pelo sucesso do Metallica ele ainda menosprezou a participação de seus atuais colegas de trabalho no prêmio recente do Grammy:  

"Por mais louco que eu seja, estive pensando sobre o Grammy outro dia e como o prêmio foi oferecido ao Megadeth. Estava pensando que seria bem melhor se fosse dado a Dave Mustaine e não ao Megadeth. Acho que a chama deve seguir acesa"

Bem...ai fica para cada um interpretar se ele esta sendo sensato ou louco, ou megalomaníaco (provavelmente sim), torço para que ele não desmereça seus companheiros. Outra declaração dessa semana e bem legal por sinal foi dada em uma outra entrevista por Mustaine essa semana onde ele fala das bandas mais modernas (Meshuggah / Tesseract) que estão excursionando nesse momento com o Megadeth, fiquei até surpreso com essa turnê e isso mostra que o velho Mustaine esta bem antenado no que rola de inovador na musica.   

"Eles são realmente incríveis. Não digo isso só porque a bateria da banda é tão complexa (na verdade o tempo é 4/4 na maior parte) mas, do jeito como as músicas são e como elas são únicas, eles assumem uma identidade própria. Você consegue se perder na música deles pela complexidade, eles chamam isso de que? Álgebra mental será? rsrs."
"As coisas que eu cresci escutando (New Wave of British Heavy Metal) são diferentes, tipo AC/DC. Também JUDAS PRIEST, IRON MAIDEN, até coisas mais pesadas como MOTORHEAD, DIAMOND HEAD, tudo muito diferente deles. Então, ter uma turnê como essa atual (Megadeth, Meshuggah, Tesseract, Lillake), onde temos esses jovens ao nosso lado é realmente empolgante, porque estou vendo coisas que talvez eu nunca conheceria, só se visse em alguma loja de discos talvez. Isso abriu minha mente. Lembro de uma vez que eu escutei uma banda chamada The Dillinger Escape Plan. Não consegui entender, mas sabia que eram bons. Tem alguns materiais que você não entende mas que te fazem viajar. Eu queria entender, então nós os levamos para a Gigantour. Foi uma ótima experiência, ví que eles eram fantásticos. Foi aí que comecei com a minha experiência de conhecer essas bandas com esse material mais 'louco' digamos."

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